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Livres : Interrogações
Enviado por millapereira em 28/09/2008 (65 leituras)
Livres



)


INTERROGAÇÕES

Pergunto-me o que haverá
Por detrás do insofismável
O que então, se esconderá
No infinito insondável?

O que o coração retém
Nos liames da paixão
Qual triste olhar, o desdém
Da noite, na solidão?

Questiono-me o sorriso
Quando se queira chorar.
Por que o pranto indeciso
Se dos olhos quer brotar?

Penso em minha saudade
Da noite, na inquietude.
No amor que veio tarde
Que dele amar eu não pude?

Onde está a inspiração
De que se serve o Poeta.
Será que vem da emoção
Que a min’alma completa?

Por que a louca insistência
De meu corpo pelo teu.
Se minha boca, em clemência
Implora o beijo teu?

Que sei eu de mim, de ti
- És tu a minha metade?
Se assim é, eu dividi
Contigo a minha verdade?

(Milla Pereira













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Livres : MINHA EXISTÊNCIA
Enviado por MRoberto em 23/09/2008 (89 leituras)
Livres

Não há, no mundo, o que mais me toque a alma
Do que esse amor, que é ora fogo e ora calma
E então
Eu calo e cismo, quando estás, de mim, distante
E não me sais do pensamento, um só instante,
Ah, não...
És a razão por que meu verso eu solto, ao vento,
És minha vida, minha paixão e meu alento.


Quisera ter, alguma vez, a faculdade
De exercer, enfim, o dom da ubiquidade,
A que pudesse
Estar contigo, ao tempo em que, sem ter-te,
Sinto embargada a voz e o coração inerte
E, em prece,
Eu rogo a Deus que mais e mais nos aproxime,
Em nome do amor, que, de lutar, jamais se exime.


Se me quiseres, sempre, tanto quanto agora,
Sei que não há de haver, a mim, a qualquer hora,
Solidão...
Se perquirires sobre o que me move a pena,
Verás que, tão somente, o que a põe em cena
É a paixão...
Porém, se queres ter, na vida, uma certeza,
Lembra que amar-te está em minha natureza.


E mais dissera este poema, certamente,
Se eu me pusesse a escrever, eternamente,
Sem parar,
Porque o que guardo dentro deste coração
Só caberia, talvez, na vasta imensidão
Do mar...
Escuta, assim, o sentimento que eu te juro,
Já que não tenho nada tão autêntico e tão puro.


À noite escura, acrescentaste a claridade,
Quando, em minhas mãos, puseste a felicidade,
De graça...
E eu recebi o corpo e a alma da amada
Como se toda a fortuna que há, me fora dada
Em u'a taça
Na qual eu bebo, do amor, a própria essência,
Cujo sabor faz ser de luz minha existência.

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Sonetos : Cicatrizes
Enviado por millapereira em 22/09/2008 (79 leituras)
Sonetos



Cicatrizes que trago hoje comigo
São as marcas de uma insana existência
São os passos que perdi, por inclemência,
De espaços em que precisei de abrigo.

E se essas cicatrizes eu carrego
Em meu peito, dividido em solidão.
São tormentos revividos na paixão
Que senti por um alguém, isso não nego.

Porém elas se transformam em feridas
Incuráveis, se a razão de minha vida
Eu deixar que se esvaneçam nos caminhos

Desfalcados, em que sempre me perdi
Nos arremedos de vida que eu vivi
Procurando em vão pelos seus carinhos!
(Milla Pereira)

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Livres : Recomeço...
Enviado por millapereira em 18/09/2008 (69 leituras)
Livres



RECOMEÇO!

Vou limpar minhas gavetas do armário,
Desprezando tudo o que não interessa.
E, acaso, você esteja em meu diário
Por favor, para se retirar, não peça!

Vou reunir em uma lista, apenas
Os nomes de quem eu queira esquecer.
As lembranças sejam grandes ou pequenas,
Que me prendem ao passado, escurecer!

As canções que no rádio, outrora, ouvia,
Quando velhos amores por mim passaram,
Eu vou transformar em outras melodias
Novas, em que meus sentimentos se amparam!

Vou sonhar sonhos mais belos, coloridos
Por esta magia que hoje em mim habita
Os semblantes de rostos, esmaecidos
Pelas sombras do passado, a desdita

De não ter vivido como eu queria,
Deixarei no baú onde eu sepultei,
Todo o pranto de dores e agonia,
N’alegria que não tive - hoje eu terei!

Milla Pereira


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Livres : O tempo passa...
Enviado por millapereira em 18/09/2008 (110 leituras)
Livres



O TEMPO PASSA!

O tempo passa...
Ao revés de nossa vontade
Contrapondo-se aos nossos sonhos
Caminhando contra o vento
Combatendo as tempestades.
O que ontem tinha o doce sabor do mel
Hoje, em nossa boca, amarga como fel!

O tempo passa...
Segue por trilhas estranhas
Ao inverso de nossos planos.
Passa por nossos acertos,
Por nossos erros e enganos!

Quisera eu...
Segurar o tempo em minhas mãos
Qual se me fora possível
Como um deus, ou um mágico!
Que ele se estagnasse em mim
Em bons momentos vividos
Em sentimentos repetidos
E aí, encontrasse o meu fim!

Enquanto o tempo passa
Posso ouvir meu coração
Cantar essa doce canção
- El tiempo pasa... –
Sem que eu pudesse conhecer
O lado obscuro de minha existência
Que não encontrei, na ausência
De todo o meu ser!

O tempo passa...
Arrastando-se, lentamente
Quando tenho pressa de chegar
E corre, frio e implacável
Porquanto necessito pensar.
Contudo, o tempo urge,
Sem que eu possa detê-lo,
Sem piedade, inexorável
Quando eu preciso tê-lo!

O tempo passa...
E eu colherei os frutos de meu plantio
No sol, na chuva, no frio!
Passa o tempo...passam os amores.
As emoções permanecem
A saudade se eterniza
Provocando, em mim,
Todas as dores!

O tempo passa...
Tenho que correr
Se quiser alcançá-lo.
Não posso ficar aqui, sentar-me...
Para esperá-lo!

(Milla Pereira)


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Livres : POEMA 64
Enviado por rodrigues710 em 14/06/2008 (138 leituras)

minha mente escureceu
o pensamento deturpou-se
a visão não existe

sou o especto da sombra
do policial morto na boca do lixo
entre putas e ladrões

a vida não existe
me perdi na noite e a luz da madrugada
voltou a escurecer-me


Desterro,1978
São Luis do Maranhão - Brasil

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Livres : poema povo
Enviado por rodrigues710 em 14/06/2008 (131 leituras)

esse poema é da massa
daqueles que sonham sem dormir
que trabalham nos canaviais da vida
que choram de desespero diante de uma sociedade hostil
da fome esmagadora e das molestias incuraveis

essa gente que como eu procura lutar a cada sol
mesmo na penumbra - resta a esperança

a massa é unica
por ela nasceram os melhores idéais

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Livres : sheila - poema inocente - ii
Enviado por rodrigues710 em 14/06/2008 (143 leituras)

em ti refletem-se todas as penumbras da inocência do ser
o teu olhar fraco como uma luz de uma estrela distante
desperta o amor em ti

do teu olhar cor de rosa
a prata flamejante explode num anseio louco
de esperança que ainda tarda a chegar

Desterro,1978
São Luis do Maranhão - Brasil

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Livres : CERTIDÃO DE NASCIMENTO
Enviado por rodrigues710 em 06/06/2008 (171 leituras)
Livres

nasci no Desterro
criei-me no Desterro
e com certeza vou morrer no Desterro

eu sou o Desterro
e o Desterro sou eu

Sou um Desterrense
não um desterrado


Desterro,1978
São Luis do Maranhão - Brasil

* O Desterro é o bairro mais antigo da cidade.

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Livres : Existência
Enviado por Thomas em 30/05/2008 (154 leituras)

Todo Ser deste universo
Desde que viva e pense...
Já indagou à conciência
Se é a este mundo que pertence.

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